Aloysio Soares

A partir deste ano, o dia 20 de fevereiro não será mais o mesmo para a família Soares. Essa é a data em que Aloysio Soares, bancário aposentado que faleceu no dia 15 de dezembro de 2018, dividia o aniversário com uma das netas.

A coincidência dos dias de nascimento era apenas um ponto que o aproximava dos netos – que o chamavam carinhosamente de Vô Nenê – , mas o vínculo era forte não apenas com eles, mas com toda a família, que tem como núcleo o município de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba.

Nascido em Campo Largo em 1933, o descendente de italianos e portugueses – deste último lado vinham os Soares Pinto, família pioneira que foi um dos pilares para o desenvolvimento do município – fez carreira no extinto Banco Banestado, seu primeiro emprego.

Antes, porém, ele serviu o Exército Brasileiro. Sua cidade natal é conhecida pela grande quantidade de pracinhas que foram enviados à Itália para servir o Exército durante a Segunda Guerra Mundial, como parte da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Aloysio não fez parte dessa geração, era uma criança quando viu os jovens da cidade partirem para além-mar. Porém, gostava de contar para a família em suas constantes reuniões tanto as lembranças desta época quanto sobre o período em que permaneceu no Exército. Além, é claro, das histórias de seus antepassados.

Por causa do trabalho no banco, foi transferido de cidade com a família algumas vezes. Primeiro permaneceu em Campo Largo, depois passou para Palmas, Irati, Paranaguá e, por fim, Curitiba, onde se aposentou como gerente de banco.

Nos locais por onde passou deixou amigos duradouros, para os quais fazia visitas quando podia, especialmente os de Irati e Paranaguá. A experiência como bancário e as mudanças de moradia foram experiência enriquecedora.

“Conhecer muitas pessoas, fazer amigos e aprender a se adaptar a diferentes situações foi algo que ele valorizou muito na profissão em que fez carreira”, conta a filha Fabíola Soares Caldart.

Após a aposentadoria, retornou a Campo Largo e passou a viver no local que habitava na infância. Falecido devido a complicações de uma doença degenerativa, Aloysio morreu praticamente na casa em que nasceu.

A família considera que ele fechou um ciclo ao retornar para o mesmo terreno de seu nascimento, mudando apenas de casa.

Um de seus hobbies era a criação de canários, fazendo parte, inclusive, de uma associação de criadores do pássaro. Ele mesmo cuidava e alimentava os bichinhos. Após sua morte, uma amiga e a filha Simone Soares Gohringer ficaram, cada uma, com um dos canários de Aloysio.

Era conhecido por ser muito generoso, correto e gentil, fazendo amizades por onde passava. “A gente se conforma justamente porque presenciamos o fechamento de um ciclo de realizações que ele viveu.

Deixou muito amor e lições para todos”, comenta a filha Fabíola. Aloysio Soares deixa a esposa, Terezinha Pianaro Soares, duas filhas, quatro netos e dois genros que tinha como filhos.

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